Uma liderança eficiente nas empresas, com apoio do Cavalo

Um dos cursos de destaque no cardapio do Rancho São Miguel, como Núcleo de Conhecimento sobre o Cavalo e sua natureza é o Curso de Liderança Corporativa. Empresas e corporações podem analisar os conceitos aqui alinhados e marcar uma reunião de apresentação ou uma demonstração de um módulo para organizar a demanda especifica para questões localizadas em sua área de atuação. Profissionais que buscam maior segurança e precisam consolidar sua liderança podem organizar um grupo de interesse comum e agendar um curso conosco.
O Cavalo nos ensina:
LIDERANÇA
CLAREZA NA COMUNICAÇÃO
DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO DE EQUIPES com BASE na CONFIANÇA E COOPERAÇÃO
COACHING COM CAVALOS
ESTAMOS CONTENTES EM APRESENTAR UM MODELO DE APRENDIZAGEM UNICO E PODEROSO DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL, COM APOIO DE CAVALOS, UM SER DE QUATRO PATAS, GENEROSO, COMPASSIVO E COOPERADOR, QUANDO RESPEITADO EM SUA ESSENCIA E LINGUAGEM.
O conceito de aprendizagem com apoio de Cavalos (Equine Assisted Learning) , está sendo utilizado nos Estados Unidos e Europa com muito êxito há mais de 10 anos.

POR QUE O CAVALO?
Na natureza são predados. São seres gentis, submissos sem serem subservientes, colaboradores, tem na sua essência, como emoção dominante, o medo.
Com isso nos ensinam. Grandes, são sensíveis, fortes, são delicados e requerem cuidados especiais, rápidos, exigem atitudes integradas e na base da cooperação com humanos, nos entretêm em espetáculos de rara beleza.
Quando convocados como agentes terapêuticos para pessoas portadoras de necessidades especiais, identificam quem os está montando.
Já proporcionaram momentos, como permitir a um autista montado que, pela primeira vez, conectasse com o mundo exterior. A um portador de síndrome de down, que aprendesse a falar em três meses.
Corporativamente são mestres em ensinar a natureza da Liderança. Reconhecem e pedem líderes confiáveis, assertivos, sérios, integrados, capazes de respeitar o tempo de cada um e pedem uma direção segura a seguir, pois sua sobrevivência depende disso. Como a atividade equestre é hoje, além de arte e esporte, uma Ciência, na medida em que nos aperfeiçoamos no conhecimento sobre a natureza do cavalo, seu comportamento, padrões de respostas, fisiologia, podemos trabalhar melhor em parceria com eles para tentar obter a máxima cooperação e não apenas que ele se submeta a atender os caprichos de um cavaleiro.

Eles sobreviveram por milhares de anos devido à sua natureza altamente social, sua capacidade de saber relacionar-se com outros seres, iguais ou não e a establecer Relações de cooperação com eles, pela clareza na forma de comunicar.
Eles são especialistas em responder e amplificar instantaneamente a qualquer experiência do momento, incluindo pensamentos, sentimentos e emoções daqueles que estão próximos.
Sua sobrevivencia, como já afirmamos, depende também da boa liderança e aceitação de funções dentro da manada, ou grupo de individuos com quem convive. O cavalo é gregário (vive melhor em grupos) como os Humanos e convivem bem com diversidades de intereses, ensinando muito sobre o real sentido do que é RESPEiTO.
Eles são companheiros ideais para ensinar a liderança e trabalho em equipe.
Suas respostas ao nosso comportamento ao nos dar um feedback claro e preciso do que realmente acontece, e como nos são percebidos.

Alguns dos benefícios de trabalhar com os cavalos são:
-eles não julgam,
-não se esquecem.
-Não permitirão armadilhas
-Seu feedback é instantânea e honesto.
Eles não podem ser manipulados

Não é necessária qualquer experiência anterior com cavalos.
Um Líder motivador e motivado lidera melhor
Já vai longe o tempo em que o líder (anteriormente chamado de “chefe”) tinha de ter sizudo, ter cara feia, ou seja, de poucos amigos.
Atualmente, esse tipo de líder está, cada vez mais, sendo desprezado, porque o líder moderno precisa ter uma atitude motivadora constantemente.
Vejamos a seguir algumas coisas que ele consegue fazer quando é do tipo que motiva:
• A equipe confia plenamente no que ele diz.
• A equipe sabe que pode contar com ele, o tempo todo.
• Os membros da equipe sabem que ele inspira confiança.
• Os membros da equipe sentem-se à vontade para discutir idéias.
• A equipe, como um todo, tem livre acesso quando precisa resolver assuntos mais sérios.
Esse é o tipo de líder que as empresas e pessoas precisam para alcançar êxito em todas as atividades a que se propõem.
O líder motivado não é apenas aquele que aplaude o resultado positivo da sua equipe; é aquele que sabe também “puxar a orelha” dos seus liderados, com elegância e com determinação, falando “olho no olho” para que erros primários não sejam mais cometidos.
Enfim, o líder motivado sabe conduzir com firmeza e sabedoria todos aqueles que fazem parte da sua equipe, visando atingir as metas que o grupo define como suas também.
Líderes precisam ser exemplares
É difícil pensar que alguém consiga ser líder sem dar exemplos. As pessoas normalmente observam o líder, procurando identificar quem ele é, o que faz e diz.
Uma das chaves é falar o que faz e fazer o que fala. É ter credibilidade, o primeiro passo para a construção da confiança. Com cavalos e também com pessoas, não existe uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão. Mas só isso não basta.

Você sempre tem que fazer o que prometeu. Cada vez mais as empresas procuram profissionais éticos. Agir corretamente não é apenas uma questão de consciência, mas um dos quesitos fundamentais para quem deseja ter uma carreira respeitada.
A importância da ética nas organizações cresceu com a redução das hierarquias e a maior autonomia dos profissionais. A disputa por melhores espaços corporativos, pela carreira, aumentou e, com isso, o desejo de se destacar também. Nos últimos anos, as empresas viraram um campo fértil para a omissão, má conduta e mentira, por parte de profissionais acomodados na zona do conforto, aqueles que adotam o risco mínimo, sem qualquer comprometimento. O Cavalo nos ensina quando ele não reconhece como líder merecedor de sua confiança, quem age assim com ele, no caso, maus treinadores.
Mas afinal o que é ser ético? É que agir corretamente, sem prejudicar os outros, simples assim. É pensar no coletivo, na equipe, nos objetivos, enquanto está tranquilo com a própria consciência e também agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade.
Os discursos motivadores, eventos, festas, campanhas sempre são uma coisa positiva, mas as pessoas prestam mais atenção no que os seus líderes fazem do que no que dizem.
Portanto, demonstrar envolvimento com as mudanças que quiser fazer acontecer para conseguir ter sucesso é o primeiro passo. Peter Drucker tem uma frase famosa e guia: “Primeiro, você tem de perguntar o que é certo, depois o que é possível – sempre nessa ordem”.
O Difícil Gerenciamento de Pessoas
Mais de 80% dos problemas de qualquer empresa estão situados no plano emocional, na esfera de relacionamento entre as pessoas, o que piora quando uma equipe se reúne e ante qualquer problema ou dificuldade a ser analisada, seus membros fazem julgamentos e referencias pessoais “a fulano disse, beltrano concordou”, pois estas referencias pessoais armam respostas defensivas, dividem o grupo, porque um ou uma amigo (a) do que foi citado podem se solidarizar e “defende-lo do que foi percebido como ataque ou ofensa ou ameaça”.
Considerando a dificuldade do líder cobrar o time, temendo parecer chato e construir uma imagem negativa, percebe-se a presença psicológica de uma auto-ilusão. Ela leva incontáveis chefes a reduzir seu grau de cobrança sobre a qualidade das tarefas e principalmente sobre o grau de comprometimento e entrega de energia de cada membro da equipe no trabalho.
A liderança com CAVALOS, como não tem e não permite manipulação, mas parte do respeito, da motivação, da escolha do objetivo como sendo dele também, nos revela com o um grande espelho da liderança, quanta energia e disposição ele está disposto a colocar no trabalho proposto, seja em um trabalho de base ou numa prova hípica olímpica.

Na base de tal comportamento está o desejo de se criar uma atmosfera amistosa, mesmo que falsa. Mas o fato, contudo, revela a deficiência a serviço do bem-estar, da zona do conforto em prejuízo da empresa e da equipe. No entanto, além da política da boa vizinhança, o que leva o líder a agir de modo tão pessoal?
É prudente refletir, por meio da observação tanto das atitudes dos trabalhadores quanto dos resultados que se evidenciam diariamente. Da análise, pode emergir a razão que cria e sustenta o jogo de interesses particulares: a falta de preparo para a adequada gestão da liderança.
O despreparo em atuar como líder em situações acima das suas condições leva-o a minimizar convenientemente o parâmetro da qualidade dos resultados, implicando na redução automática da cobrança sobre a equipe. Todos ficam bem, a exceção daqueles que buscam desafio e crescimento. O conforto, portanto, é agradável e bastante tentador. É fácil se submeter a tal condição. Difícil é sair dela.

Exercícios para a preparação física do Cavaleiro*

*Baseado no trabalho do, hoje Tenente Coronel, Jorge Augusto Rêgo da Policia Militar de SP
A equitação, que além de arte é esporte, requer uma preparação física adequada se quisermos que a relação entre o cavalo e o cavaleiro atinja bons resultados.
Esse é um tema muito descuidado no Brasil e talvez apenas alguns cavaleiros de alta “performance” prestem atenção e pratiquem organizadamente essa preparação física, que também é mental, já que “mente flexível, corpo flexível” e para ter a flexibilidade adequada para poder interagir com o cavalo, pedindo corretamente com o corpo, ele deve estar condicionado, flexível, com o tônus muscular adequado.
Quando isso não é objeto de cuidado e atenção, pelo cavaleiro, vemos muitos casos, até em provas internacionais, em que o cavaleiro pesa no cavalo, mão pesada, corpo pesado, respostas fora do tempo e o resultado, via de regra, por exemplo, no hipismo clássico são faltas, refugos, aproximação errada, estouro de tempo.
Na minha visão, o ponto de partida é uma maior consciência corporal do cavaleiro, o conhecimento dos grupos musculares mais usados, mais solicitados e a percepção do conjunto, o conhecimento do centro de gravidade do cavalo e do centro de massa do conjunto que se desloca de acordo com os movimentos.
Por isto esse material do Ten.Cel. Jorge Augusto Rêgo serve como fonte indispensável e complementa o artigo anterior que postei aqui, sobre “Equilíbrio e posição à Cavalo”.
Vamos ao que nos ensina o Ten. Coronel em seu livro Equitação – a preparação física do Cavaleiro – (quando lançado na sua primeira edição por “Affonso & Reichmann” ele era major PM).
“Segundo pesquisas realizadas nos EUA, durante um percurso de salto de obstáculos, o cavaleiro tem seus batimentos elevados a 190 batimentos cardíacos por minuto, um intenso esforço se considerarmos que em repouso o batimento normal é de 60 bcpm.
Mas, esse esforço guarda relação direta com a idade do atleta, assim, para um jovem de 20 anos, a Frequência Cardíaca Máxima pode ser de até 220 batimentos, subtraindo-se a idade, ficamos com 80% disso, ou seja 200 batimentos. Se é um atleta sênior, isso deve ficar na casa de 150 a 170.
Há é claro um intenso esforço fisiológico durante a prática da equitação. Do mesmo modo os níveis de consumo de oxigênio e consumo calórico são elevados para atender essa demanda.
Além das exigências motoras como coordenação, flexibilidade, resistência muscular geral e equilíbrio dinâmico, o que requer do cavaleiro grande atenção à sua preparação física e técnica.
Como toda modalidade esportiva, a equitação deve ser precedida de exercícios preparatórios, conhecidos como aquecimento (isso vale também para o cavalo). O aquecimento também é importante para o foco na atividade, predispondo física e mentalmente o cavaleiro para a atividade principal.
Com base nas pesquisas e também na prática, é consenso reconhecer a importância do alongamento, antes como aquecimento e após, como relaxamento.
Adotados estes procedimentos, obtêm-se basicamente:
– melhor elasticidade muscular
– relaxamento muscular
– maior mobilidade das articulações
-prevenção contra lesões de várias naturezas (distensões, contraturas, etc)
– aumento da capacidade mecânica do sistema osteo-muscular
-adequação do esforço ao gesto esportivo necessário
-desenvolvimento da agilidade
Mais adiante, Jorge Augusto Rêgo salienta que além do alongamento, a prática da musculação é importante para fortalecer os grupos musculares exigidos na Equitação e para o desenvolvimento da resistência muscular geral.
Alongamento
Como toda atividade física, o alongamento exige procedimentos criteriosos na sua execução. Comece por ignorar o conceito errôneo de que a dor demonstra a eficácia do exercício. A dor mostra na verdade que o exercício está sendo mal executado.
Segundo, você deve se conscientizar que o corpo ao se alongar, está soltando-se e relaxando; consequentemente a musculatura e a frequência da respiração deverão estar descontraídas, bastando que se inspire e expire lenta e regularmente.
Aqui um parênteses nosso. Outra importância da respiração profunda no nível do diafragma dispersa qualquer concentração de ácido lático nos músculos o que elimina dores, além de dissipar qualquer adrenalina que sem dúvida provoca reações de fuga no cavalo, ante um perigo que ele sente, sem saber exatamente a origem. O cheiro químico da adrenalina (hormônio) é captado pelo cavalo que tem registros genéticos de que é um sinal de perigo por se tratar do mesmo cheiro exalado pelo predador na hora do ataque.
Voltando ao texto de Jorge Augusto Rêgo; é preciso respeitar a individualidade biológica de cada praticante, pois cada um alcança o limite biológico que lhe é possível em determinado momento.
Assim durante o alongamento pode-se atingir o “ponto ideal”, que é o limite adequado entre tensão muscular e mobilidade articular….
…Outro aspecto é que o alongamento (aquecimento) pode ser feito com o traje adequado à modalidade esportiva que se pretende praticar, culote, calça jeans, bota hípica, botina, etc.
Aqui o TC Jorge Augusto Rêgo sugere uma rotina de exercícios de alongamento
1. Flexão e extensão do pescoço
à direita e à esquerda
-para frente e para trás (para cima e para baixo)

Postura básica
– em pé
– cabeça na posição natural
– tronco ereto
– braços soltos ao longo do corpo ou mãos na cintura
– pernas afastadas na largura dos ombros
– pontas dos pés para frente
Vide figura 1

2. Rotação do pescoço– à direita e à esquerda
Mesma postura básica anterior

Vide figura 2

3. Circundação do pescoço– Mesma postura básica
– rotação do pescoço rodar a cabeça fazendo círculos completos à direita e à esquerda, fazer de 8 a 12 voltas em cada sentido
Vide figura 3

4. Circundação dos membros superiores
– Para frente e para trás
-mesma postura básica anterior
– fazer círculos paralelos ao corpo com braços estendidos e mãos relaxadas
– alternar o sentido e executar 8 a 12 vezes cada sentido
Vide figura 4

5. Braços Ombros e região Dorsal
– mesma postura básica dos anteriores
– estender os braços para cima
-entrelaçar os dedos acima da cabeça
-palmas das mãos voltadas para cima
-empurrar os braços para o alto e para cim – para alongar toda a região descrita
-permanecer 15s na posição
Vide figura 5
*

6. Região Lateral do tronco
– mesma postura básica inicial dos anteriores
-braços estendidos acima da cabeça
-agarrar com a mão o pulso contrário
-flectir lateralmente o tronco, de maneira suave, puxando o braço por cima da cabeça, formando um arco;
-sentir a região lateral do tronco se alongar
-permanecer 10 a 15s na posição flectida, em cada lado
Vide figura 6

7. Rotação do tronco
-mesma postura básica inicial
-braços flexionados
-Mãos na altura do peito ou da cintura
-girar para direita e esquerda alternadamente
-manter o quadril encaixado
-executar de 8 a 12 movimentos para cada lado
Vide figura 7

8. Espáduas-mesma postura básica inicial
-flexionar o tronco para frente
-braços estendidos a frente apoiando as mãos em uma parede ou cavalete
-mãos afastadas na largura dos ombros
-com os joelhos levemente dobrados abaixe o tronco
-sentir a região trabalhada
-alternar as distancias entre as mãos e a altura do apoio variando a região trabalhada
-permanecer de 10 a 15s em cada posição
Vide figura 8

9. Regiões lombar e posterior das coxas
– mesma postura básica inicial
-flexionar levemente os joelhos e colocar o tronco a frente até segurar os tornozelos
-se possível encostar o peito nas coxas
-estender a perna progressivamente a cada movimento
-permanecer de 10 a 15s em cada posição
-repetir aumentando o afastamento lateral das pernas sentido suave alongamento nas virilhas
Vide figura 9

10. Músculos adutores das coxas
– mesma postura básica inicial
-grande afastamento lateral das pernas com os pés para frente
-flexionar lateralmente uma perna e ao mesmo tempo estender a outra
-executar de 8 a 12 movimentos para cada lado
Vide Figura 10

11. Região anterior de coxas e pernas-mesma postura básica inicial
-com apenas uma das mãos apoie-se em uma parede ou muro
-dobre uma das pernas para trás e com a mão oposta, segure o dorso do pé
-puxar o calcanhar de encontro às nádegas, suavemente
-inverta a posição
-permaneça de 10 a 15s em cada posição
Vide figura 11

12. Região posterior das pernas (panturrilhas) e tornozelos– mesma postura básica inicial
-apoiar-se com ambas as mãos em uma parede
-afastar os pés da área de apoio cerca de um metro, com as pernas estendidas e o corpo inclinado para a frente
-avançar uma das pernas dobrada em direção à parede com a ponta dos pés para frente
-manter o pé oposto apoiado em contato com o solo, sem erguer o calcanhar
-elevar o quadril a frente ao mesmo tempo
-alternar a perna
-permanecer de 10 a 15s em cada posição.
Vide figura 12

Visto isso, podemos sintetizar que são 12 os grupos musculares envolvidos na prática da equitação.
Uma vez alongados e aquecidos, a sua flexibilidade e eficiência no trabalho montado são maiores e esse aquecimento contribui para uma auto-percepção do que está sendo trabalhado enquanto você cavalga.
Recomendo agora uma re-leitura do artigo anterior sobre equilíbrio e posição à cavalo.
Boas cavalgadas e de novo a recomendação da leitura do livro do Ten. Cel Jorge Augusto Rêgo, Equitação – a Preparação Física do Cavaleiro da Editora “Affonso & Reichmann”.

EQUILÍBRIO E POSIÇÃO A CAVALO


A posição clássica do corpo é a base da eficiência a cavalo. Infelizmente, “posição” é muitas vezes explicada sob o ponto de vista da imobilidade, descrevendo um cavaleiro montado num cavalo, que, obviamente, está parado. Este não está atuando ou tentando recuar ou em qualquer outra atitude.
Na verdade, esta situação é rara. A discussão sobre “posição” é, na maior parte das vezes, reduzida ao aspecto estética. A dúvida é: “Qual vem primeiro, a estética ou o correto posicionamento do corpo para permitir a correta utilização das ajudas, principalmente de pernas, criando o necessário equilíbrio e controle?”
Há um padrão para a “posição” o qual, se for devidamente observado, faz com que o uso das ajudas seja eficiente, confortável e fácil para o cavalo as entender. Mas, tem de ser observado corretamente, reconhecendo todas as graduações que isso implica. Se não, o esforço para manter uma posição correta funcionará como elemento inibidor e torna-se uma desvantagem.
Para compreender “posição” é importante compreender o funcionamento do corpo. O corpo do cavaleiro pode ser dividido em quatro elementos básicos – porção inferior da perna, base de suporte, corpo superior e equilíbrio. Cada um destes elementos atua com um objetivo específico. Se colocados e usados corretamente, serão bem sucedidos na execução das suas funções. Nisto se resume “posição”, quando pensamos em equitação.
Uma vez que o que estamos buscando obter é equilíbrio e controle, vamos começar com o equilíbrio. É o equilíbrio que nos mantém direitos. Evita que se caia quando se tropeça. Diz às partes do corpo como se devem mover de modo a que as ações combinadas criem um resultado equilibrado. Passar da posição sentada para a de pé, seria um feito monumental, se não tivéssemos equilíbrio.
Andar, seria terrivelmente assustador. Teríamos de gatinhar de um lado para o outro. É o que ocorre com um bebe perto de um ano de vida, quando começa a ensaiar ficar de pé e se mover nessa posição.O que lhe falta é a percepção de si e o equilíbrio.

(legenda) Imagem A – Cavaleiro sentado sobre o centro de gravidade ou tentando aproximar-se dele.
E a cavalo o equilíbrio tem que funcionar para os dois. O cavalo é soberbamente capaz de utilizar o seu próprio equilíbrio. Mas, só o usará para fazer coisas que tenciona fazer. Muitas vezes (a maior parte das vezes com um cavalo inexperiente) este não tem a menor intenção de fazer o que nós pretendemos que ele faça. O seu “equilíbrio natural” não o manterá equilibrado durante esses movimentos. De fato, poderá usá-lo para o ajudar a fugir em vez de obedecer e fazer o que queremos que ele faça.
Embora seja totalmente rotineiro usar o equilíbrio quando se está no chão firme, não é rotineiro quando dele se necessita em outras situações. Dar um passo de um cais para dentro de um bote não é rotina para a maioria das pessoas. Aquela sensação é típica de desequilíbrio. Algumas pessoas têm dificuldades em dar o passo para entrar numa escada rolante, vemos isso diariamente em estações de Metrô. O uso do equilíbrio pode também não ser natural para o cavaleiro. Mas, neste caso, pode ser desenvolvido.
Os olhos podem ser considerados quase como sinônimos de equilíbrio. Equilíbrio é uma função cerebral. O cerebelo é responsável pelo equilíbrio, manutenção do tónus muscular e coordenação dos músculos.
Funciona também como auxiliar na coordenação dos sentidos da vista, ouvido e tacto. E na sinestesia, quando todos esses sentidos são solicitados em relação a movimento e espaço. O equilíbrio funciona com base nas informações acumuladas pelos seus órgãos sensoriais. Embora o ouvido médio seja o que mais contribui, (quando há problemas nele, as pessoas sentem vertigem, como na labirintite), os olhos proporcionam a fonte mais eficiente de informações ao cavaleiro. O equilíbrio do cavaleiro usa essas informações para tomar a decisão equilibrada para o cavaleiro e o cavalo.
A base de suporte é composta pelas nádegas, coxas e joelhos. A sua função é manter o cavaleiro montado. Deve aderir ao cavalo e permanecer inabalável. Ao mesmo tempo, deve ser flexível e sensível ao movimento do cavalo. E isto não é fácil. O problema é conseguir que trabalhem os músculos corretos. Estes são os músculos adutores das coxas. São os fortes músculos que descem da parte interior das coxas até aos joelhos.

legenda: A posição B é a causa de 80% de todos os acidentes a cavalo.
Infelizmente, não usamos muito estes músculos em outras atividades. Ao andarmos sobre um piso escorregadio e se escorregarmos, notaremos que eles se esforçam para manter as pernas sem deslizarem para o lado de fora. Os adutores usam a sua ligação à pélvis como a alavanca de que precisam para puxar as pernas para dentro na direção do cavalo. A base de suporte atua como o ponto central para os movimentos da parte inferior da perna e a parte superior do corpo.
As coxas devem pousar rasas contra a sela. Os joelhos devem virar para fora apenas o suficiente para acomodarem à largura do cavalo e da sela. O contacto deve estender-se ao longo do fêmur até a borda da parte posterior/interior da cabeça da tíbia. Não se admirem se sentirem bastante pressão na parte interior dos joelhos. Não existe maneira de apertar o interior da coxa e magicamente não haver pressão contra o joelho. No entanto, se a pressão se move para a frente da cabeça da tíbia, transforma-se num tormento para o joelho. Isto pode fazer com que o corpo se mova para a frente, deslocando-se o peso do cavaleiro para os dedos dos pés colocando o corpo numa posição muito segura.
A parte inferior da perna é composta por todas as áreas abaixo do joelho. A sua função é suportar e absorver qualquer embate. Atua também como “acelerador”. A parte inferior da perna deve manter o contacto com o cavalo de modo que a parte de dentro da barriga da perna (musculatura da panturrilha) assente no cavalo. Com a base de suporte agarrada ao cavalo pelos músculos adutores, os joelhos podem livre e espontaneamente dobrar para trás a perna inferior. Isso coloca sempre os calcanhares por baixo do centro de gravidade do cavaleiro.
O centro de gravidade desloca-se quando o corpo do cavaleiro e do cavalo se desloca, e quando é exercida pressão nas mãos do cavaleiro. Assim, não há uma só posição da perna para todas as ocasiões. Contudo, há uma regra prática para a localização da posição inferior da perna. Imaginemos um fio-de-prumo (uma linha que cai sempre direta no sentido da atração da gravidade) que cai da barra do estribo da sua sela.
Na maior parte das vezes o loro (correia que segura o estribo) deve estar nesse alinhamento. Mas ajustando-o ligeiramente para a frente pode ser muito útil se for feito no momento certo.
Para se acomodar à largura do cavalo, o cavaleiro tem de abrir ligeiramente os joelhos. Em consequência, os dedos dos pés viram-se para fora mas, isto não deve ultrapassar cerca de 15 graus. Não é necessário virar mais. Se os dedos se viram mais, fará com que a base de suporte não cumpra as suas funções corretamente. Se os dedos virarem significativamente mais do que isso, o tronco desloca-se e usa o tornozelo e os músculos da barriga da perna para se equilibrar. Assim, todas as vezes que fechar as pernas como segurança, está a pisar no “acelerador” e criará também outros problemas.
Para as pernas serem simultaneamente firmes e elásticas, tem que se isolar os controles. Enquanto os músculos adutores da coxa se apresentam firmemente para o cavaleiro se segurar, os joelhos e tornozelos devem permanecer flexiveis. Isto dá à parte inferior da perna a independência de que precisa para colocar os calcanhares sob o centro de gravidade em todas as circunstâncias.
Os grupos de músculos que controlam estes movimentos são diferentes. Mas, coordená-los de maneira que quando se aperta um, o outro continuará distendido, e isso não é fácil. A separação dos dois é importante para o equilíbrio. Se o cavaleiro concentrar-se em fazê-lo corretamente, ficará surpreendido com a sua capacidade. Uma vez que fizer isso conscientemente, será fácil tornar-se um hábito.
Embora o cavaleiro esteja em movimento no cavalo, sob o ponto de vista dos pés, está parado. Quando o cavaleiro está montado, os pés devem trabalhar como se estivessem no chão. Grande parte do tempo os pés suportam uma boa porção do seu peso. Quando se está de pé no chão, os calcanhares suportam o peso do corpo. Devem fazer o mesmo quando se está montado. Mas não é natural na equitação.
Estamos enganando o equilíbrio quando colocamos os estribos na frente do pé em vez de coloca-los nos calcanhares. Se os estribos fossem colocados nos calcanhares seria muito mais fácil. Todavia, perderiamos grande parte da elasticidade e de absorção de choque, além do risco de arrasto, num caso de queda.
Os tornozelos são articulações muito flexíveis e fazem com que os calcanhares descaiam consideravelmente abaixo da planta do pé. A força da gravidade puxa-os para baixo. O que evita que eles caíam é a pressão que a planta do pé exerce empurrando para baixo os estribos. Afim de baixar o calcanhar tem que se dobrar o pé levemente para cima, (levantar a frente do pé). Este movimento é complexo, e inicialmente é por vezes desconfortável. É mais fácil procurar outra maneira de dobrar os tornozelos. Mas qualquer outra maneira é fraca e não serve para o que precisamos.
Os músculos que dobram o pé estão localizados na parte da frente da tíbia. Quando os usar para levantar a frente do pé assegure-se de que o levanta direito sobre a planta do pé no seu todo e não apenas sobre o dedão ou sobre o dedinho. Para a máxima flexibilidade e estabilidade, deve-se também flexionar os tornozelos revirando os pés de modo a que as plantas dos pés fiquem ligeiramente viradas para fora. Mas ao fazer isto não deve virar os dedos dos pés para fora. Se for feito corretamente, isto permite dar aos tornozelos uma posição natural e elástica e faz com que os pés assentem com segurança nos estribos. Ajuda a que se obtenha o ótimo comprimento dos estribos.
Para se determinar o comprimento correto dos estribos, retiram-se ambos os pés dos estribos deixando-os confortavelmente pendurados. Sem olhar para baixo, a plataforma dos estribos deve tocar ligeiramente nos pés abaixo dos tornozelos.
Pratique alongamento antes de montar. Sobretudo dos grupos musculares mais citados aqui. Na próxima postagem vamos tratar da preparação física do Cavaleiro e dos exercícios necessários antes da cavalgada.

A REPRODUÇÃO NOS EQUINOS

Trabalhando e criando cavalos há décadas, percebemos que manejo de equinos confinados, treinamento, nutrição, vacinação e também a reprodução são questões constantes nas consultas que recebemos. Este artigo é uma importante contribuição agora que está iniciando mais uma temporada de monta ou de fertilização de éguas.

QUANDO INICIAR O ANIMAL NA VIDA REPRODUTIVA

Os potros entram na puberdade aos 18 meses de idade, mas só devem ser iniciados na reprodução após os 30 meses de vida. As fêmeas devem ser cobertas, pela primeira vez, a partir dos 3 anos de idade, para que o primeiro parto ocorra entre os 4 anos e 4 anos e meio, quando a égua está madura e tem seu completo desenvolvimento. O pico de maturidade e fertilidade das fêmeas ocorre entre os 4 e 15 anos, e os machos podem estar férteis até os 24 anos em média.
Geralmente as éguas só aceitam serem cobertas durante o cio, período que estão preparadas para serem fertilizadas. O cio ocorre, em média, a cada 21 dias, dura de 7 a 9 dias, e a ovulação* ocorre mais ou menos 2 a 3 dias antes do término do cio.
(*)ovulação é o período fértil propriamente dito, quando o óvulo está pronto para ser fecundado, por isso quando ela começa a aceitar o cavalo, a monta deve ser repetida três vezes com intervalos de uma dois dias entre uma cobertura e outra.
A égua dá sinais de cio característicos, ela fica mais agitada, procura o macho, há aumento no número de micções, a vulva fica mais congestionada e faz um movimento de abrir e fechar, a cauda fica levemente levantada, diminui o apetite. A urina apresenta um odor característico que atrai o macho.
Os machos reprodutores por sua vez, ficam agitados encurvam o pescoço, ora inalam o ar profundamente e levantam o pescoço e a cabeça expondo os dentes fechados e dobrando o lábio superior sobre as narinas, para apreender e reter o cheiro do feronômio exalado pelas éguas no cio, esse comportamento é denominado reflexo de Fleichmann.

ÉPOCA DO ANO

Primavera e Verão são as épocas escolhidas para a “Estação de Monta”. Coincide com o final da temporada de exposições e provas, além das melhores condições de clima e pastagem. Na primavera também ocorre o aumento da luminosidade, aumentando também a produção dos hormônios responsáveis pela reprodução. As éguas tem fotossensibilidade e ovulam quando os dias tem mais luminosidade (dias mais longos) na primavera e verão. Como a gestação de equinos dura onze meses ou 330 dias, os potros sempre nascerão em épocas de pastos mais ricos e volumosos, esse é um cuidado da Natureza para evitar nascimentos no inverno, quando os pastos estão mais secos ou rareados.
Essa concentração de nascimentos em uma determinada época do ano pode ser bem complicada. Então o ideal é “diluir” as coberturas, para que os nascimentos ocorram em diferentes semanas, facilitando o manejo, cuidados com o parto, curativos no umbigo, alimentação.

COBERTURA

Aos primeiros sinais de cio, a égua deve começar a ser rufiada, para que se detecte o dia que ela começa a “aceitar” o macho. Quando ela começar a ficar receptiva, faça a cobertura/inseminação a cada 48 horas.
Esse intervalo é suficiente, já que os espermatozóides sobrevivem por esse tempo dentro do trato reprodutivo da fêmea. Se ela ovular durante esse período, os espermatozóides estarão viáveis.
Quanto aos garanhões, evite mudanças no seu manejo. Procure sempre deixar o trato dele para o mesmo cavalariço, e esse mesmo deve levá-lo para a cobertura. Faça as coberturas nas horas mais frescas do dia, como as primeiras horas da manhã e o final de tarde.
Cada propriedade tem seu protocolo de reprodução, mas nos locais de muita demanda, o macho pode ser usado 2 vezes ao dia, até 5 a 6 vezes por semana, devendo ter pelo menos 1 dia de folga. Em locais de menor demanda, pode ser usado 3 vezes por semana, em dias alternados.

ESCOLHENDO AS MATRIZES


Teoricamente, os pais contribuem com 50% dos genes da prole cada um. Mas alguns consideram que a fêmea colabora com uma parte maior, já que esta exerce influência física e comportamental no potro, incluindo gestação, nascimento e lactação.
Por essa razão, a escolha da matriz deve ser muito cuidadosa.
Já está comprovado que mesmo éguas usadas como barriga de aluguel para transferência de embriões tem participação no desenvolvimento do produto e não mais deve ser usada qualquer fêmea, senão aquelas com boa saúde e alguma carga genética também.
A fêmea deve estar em boa condição corporal (nem magra, nem gorda), vermifugada e vacinada. O calendário de vacinação deve ser combinado com seu veterinário, mas em geral, inclui raiva, tétano, garrotilho, aborto viral, leptospirose e encefalomielite.
É muito importante analisar a maior quantidade de produtos de uma matriz, para ter certeza do melhor cruzamento. Boas matrizes têm partos sem problemas, filhos premiados e também produzem bons garanhões.

ESCOLHENDO O GARANHÃO

O animal deve, antes de tudo, registrado na Associação de sua raça, assim como a fêmea. Avalie também o maior número de filhos possível e seu pedigree. Atenção aos padrões físicos da raça.
O macho também deve ser vacinado e vermifugado, além de ser importante o laudo de um veterinário, atestando sua perfeita condição de saúde e exame andrológico (boa qualidade de espermatozóides e avaliação do trato reprodutivo).
Além de todas essas avaliações individuais dos pais, é muito importante estudar os melhores cruzamentos. Nem sempre uma boa égua e um bom garanhão têm características compatíveis. E nunca esqueça que um bom cruzamento não é nada, se não oferecer boa criação, treinamento e alimentação a esse animal, já que 50% das suas características provêm da genética e os outros 50% correspondem ao meio ambiente.
Atenção ainda ao estudo da sua genealogia, notadamente quem é a mãe do Garanhão, uma vez que os cromossos “X” que ele passa vem da sua linha baixa.

PARTE II

MÉTODOS DE COBERTURA

Há diferentes formas de reprodução nos cavalos. Discuta com seu veterinário e com outros criadores sobre qual método é mais viável para você.
Aqui vamos discutir de uma forma bem rápida algumas das vantagens e desvantagens de cada método.

COBERTURA NATURAL/ MONTA NATURAL

Vantagens: ainda é o método de maior fertilidade das éguas, podendo atingir até 70%, quando houver um bom acompanhamento.
Desvantagens: custos e riscos no transporte da égua, principalmente quando ela está com o potro ao pé. Quando a viagem é longa, a égua ainda tem que ficar “hospedada” no Haras em que foi coberta, aumentando ainda mais os custos. Em uma viagem longa, o risco de reabsorção fetal é muito grande até os 50 dias de gestação.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL (IA)

Consiste na coleta artificial do sêmen, que pode ser utilizado “in natura” ou diluído. Após a coleta, há deposição desse sêmen no trato genital feminino.
Vantagens: diminui o risco de doenças sexualmente transmissíveis; controle de qualidade do sêmen e da égua; aumento no número de éguas enxertadas; diminui risco de acidentes durante a monta; permite que garanhões com algum problema físico realizem coberturas.
Desvantagens: altos custos; requer total controle do cio e ovulação, para que se aumente a taxa de prenhez com uma só dose.

A IA pode ser feita com diferentes formas de conservação do sêmen:

– A Fresco: o sêmen é coletado por um veterinário através de uma “vagina artificial” e preparado. Se diluído, pode inseminar 3 a 4 éguas. Pode ser conservado por até 2 horas em temperatura ambiente, permitindo que se use um garanhão que fique em uma propriedade próxima. Claro que com o passar das horas a qualidade dos espermatozóides diminui.

– Resfriado: o sêmen é processado e diluído em uma substância contendo açúcares, lipídeos e antibióticos, e colocado em um recipiente resfriado. Deve ser conservado à temperatura de 4ºC e tem validade de 48 horas. A grande vantagem é que pode ser usado quando o garanhão está em uma propriedade longe da fêmea. Mas requer habilidade para manipulação e altos custos, além do transporte. A taxa de fertilização é de 40 a 50%, em média.

-Congelado: o sêmen é preparado e congelado a -196ºC, em tanques de nitrogênio líquido. A taxa de fertilidade não chega a 40%. Geralmente a dose desse sêmen é paga “a todo risco”, ou seja, a fêmea estando prenhe ou não. A vantagem é usar sêmen de animais importados, ou mesmo dos que já morreram.
O controle da ovulação tem que ser ainda mais rigoroso nesse método, além dos cuidados com a congelação e descongelação do sêmen. Se possível, deve-se usar um endoscópio para depositar o sêmen diretamente na entrada da trompa uterina, para aumentar a taxa de fertilidade.

Há ainda a Transferência de Embriões, quando a fertilização é feita in vitro, no laboratório e quando estiver confirmada a fecundação o embrião é transferido para uma égua (barriga de aluguel), esse método é o mais caro e pode gerar diversos irmãos próprios em diferentes localidades.

GESTAÇÃO E PARTO

Uma vez que a cobertura foi realizada ou a égua inseminada é hora de prestar atenção à gestação. 4 horas após a cobertura, o espermatozóide já está no caminho para a fecundação, e fica nas trompas até o 6º dia, quando desce para o útero novamente.
O diagnóstico da gestação pode ser feito aos 14 dias com o ultrassom e 19 dias pela palpação retal. As éguas gestantes devem ser separadas das demais, e o exame de controle por ultrassom deve ser feito mensalmente, já que o maior risco de reabsorção fetal vai até os 90 dias.
A duração de gestação de uma égua é de 330-345 dias, podendo chegar a 12 meses quando coberta por um asinino/muar. Próximo ao parto, a égua deve ser vigiada, colocada em uma baia maternidade (mais ampla), com cama limpa e mais macia. A égua demonstra alguns sinais antes de parir, a veia mamária fica intumescida ao longo do abdome, ela fica inquieta e as mamas ficam cheias de leite/colostro alguns dias antes do parto.
A maior parte dos partos ocorre à noite e, em geral, sem muitos problemas. Mesmo assim deve ser observado, e se houver qualquer dificuldade, talvez seja necessário ajudar o animal. Lembrando que éguas de primeira cria requerem atenção especial nessa hora.
Nascendo o potro, ele tem mais ou menos meia hora para ficar em pé e começar a mamar, já que o colostro é responsável por passar toda a imunidade a ele e pela absorção de bactérias indispensáveis à sua capacidade futura de digerir capim/celulose.

NUTRIÇÃO X REPRODUÇÃO

A “superalimentação” é muito comum na gestação, assim como a suplementação, muitas vezes desnecessária, já que a maior exigência nutricional da égua se dá apenas no terço final da gestação. O que sempre se esquece é que o período de maior exigência é durante a lactação. Por mais estranho que pareça, nota-se que quanto mais gorda está a égua no final da gestação, maior a perda de peso no início da lactação.
A deficiência nutricional é até menos comum nas propriedades onde se cria cavalos, mas é importante citar os problemas que pode acarretar: irregularidade no cio, cio não fértil, abortos, nascimento de potros fracos ou prematuros.
Mas o erro mais comum cometido com animais em reprodução, ainda é o excesso da proteína fornecida. Isso predispõe a um desequilíbrio hormonal, podendo reduzir os índices de fertilidade. Nas éguas gestantes, pode induzir à mortalidade embrionária.
No início da gestação, a égua pode ser alimentada com ração de animais em manutenção, com 9% de proteína LÍQUIDA*. No terço final da gestação é que esse nível deve subir para 12% de proteína LÍQUIDA*.
A mesma coisa acontece com o garanhão, já que níveis altos de proteína podem aumentar os níveis de substâncias tóxicas, aumentando o risco de alterar a qualidade dos espermatozóides. Nos garanhões em estação de monta, os níveis de proteína LÍQUIDA devem ficar entre 12 e 13 %*.
(*) Os rótulos das rações costumam indicar os níveis de Proteína BRUTA
Por isso que antes de administrar qualquer suplemento para seu cavalo usado na reprodução é essencial o auxílio de um veterinário. Há, sim, suplementos indicados durante esse período, mas nunca os ofereça por conta própria.

Artigo apoiado em texto-base da Dra. Maria Rita Fagundes

Pensamentos e ensinamentos de verdadeiros mestres do Horsemanship

A relação entre Homem e Cavalo alcançou novos patamares a partir da ação de verdadeiros cowboys, do século XX, capazes de tocar a alma do Cavalo, mais focados em construir um ambiente de confiança, duradouro e focado no resultado do trabalho e menos dedicado ao espetáculo de marketing e aos aplausos para showmens que reduzem o cavalo à condição do espetáculo circense, sem relação com a boa ou a Alta Equitação.
Dentre estes mestres situamos os irmãos Tom e Bill Dorrance, que lidaram com cavalos toda sua vida, dos 5 aos 80 anos, a Ray Hunt que começou como discipulo deles e à Buck Brannaman entre outros, como o nosso Borba. Aqui, tomei a liberdade entre um pensamento e outro de inserir uma nota explicativa, fruto das nossas observações do dia-a-dia, mais como complemento e esclarecimento do que como pretensão pessoal.
Vale a pena ler, pensar, refletir, comparar com sua prática ao lado dos cavalos e tentar captar as mensagens essenciais que estão entre as linhas do pensamento destes Mestres.
Existe o verdadeiro horsemanship antes e depois deles, muitos dos nomes em evidência hoje, chegaram mesmo a ser alunos dos Mestres, mas que hoje tem se entregue à pressão da grande mídia, especializando-se em uma habilidade, valorizando um “reconhecimento pessoal” que a TV ou as revistas oferecem, enquanto Eles, e nisso eu concordo, buscavam muito mais a resposta certa dos mais de 10 mil potros que eles iniciaram, u a recuperação de um Cavalo traumatizado, como o trabalho de Buck que verdadeiramente inspirou o livro e o filme “O Encantador de Cavalos”. A reprodução do ensinamento generoso dos grandes mestres do Horsemanship, é um tributo ao que eles fizeram pelo Cavalo, lamentando ao mesmo tempo o quanto é triste a falta de referencia histórica das TVs, dos programas que hoje fazem um verdadeiro “auê” em torno de pessoas que vivem sim do Cavalo, mas não para o Cavalo. Vamos lá, boa leitura e reflexão.

“ A sensibilidade nos dá o tempo e o tempo nos dá o Equilíbrio” Ray Hunt
“Não é o cavaleiro que tem um cavalo com problema, mas o Cavalo que tem um cavaleiro com problema” Mary Tweelveponies
“Temos que aprender a sentir o que ele sente” Ray Hunt
“Pensar, sentir e reagir como o Cavalo, é muito mais do que olhar racionalmente com seu ponto de vista. O sentir o que o Cavalo sente quer dizer, colocar-se de fato e por inteiro no lugar do cavalo”. José Luiz Jorge (RSM)
“Quando um Cavalo não compreende o que esperamos dele, isso ocorre por três razões:
a) ou está confuso e não compreendeu o pedido,
b) não teve o tempo de resposta respeitado
c) não lhe foi ensinado antes.
Quando uma dessas três coisas acontece você vê isso refletido na sua expressão e na aparência do seu corpo pedindo ajuda”. Eduardo Borba (DOMA)
“Responsabilidade Mútua é fundamental para a verdadeira integração Homem-Cavalo. Você pede o Cavalo responde, Você alivia. É assim que ele aprende. Na verdade o que ensina é o alívio da pressão. Essa a linguagem natural deles”. Eduardo Borba (DOMA)
“Seu Cavalo não será cuidadoso e preciso se você não for cuidadoso e preciso”. Ray Hunt
“ Aprenda a pensar do ponto de vista do Cavalo, para poder compreender sua linguagem. Nunca perca o controle de si mesmo”. Ray Hunt
“ Quando o processo é o aprendizado, e não um processo que causa apreensão e desconfiança, onde o medo seja a tônica, os resultados não demoram a aparecer”. Tom Dorrance
“ O cavalo primeiro tem de desenvolver a confiança no ambiente, depois, nele mesmo e só depois no seu cavaleiro”. Tom Dorrance
“O cavalo é espelho do cavaleiro”. Dito popular
“ Aquilo que você não tolera ver no comportamento do seu Cavalo é o que você não gosta em si mesmo”. Mude e ele muda. No trabalho com potros e cavalos não existe pressa e nem respostas instantâneas” José Luiz Jorge (RSM)
“ Muitas vezes, ir devagar é o jeito mais rápido de se chegar lá”. Tom Dorrance
“Não tenha medo de expor seu Cavalo a coisas que ele nunca viu antes, mas …. tome cuidado para não sobrecarrega-lo. Nunca porém, o exponha a situações nas quais ele pode perder a confiança que acabou de adquirir” Tom Dorrance
“ Faça com que as coisas erradas fiquem difíceis e as certas, fáceis”. Ray Hunt
“Não se esqueça que existe um propósito e um significado atrás de cada coisa que você pede para seu cavalo fazer”. Ray Hunt
“ Todas as solicitações, além de claras e no tempo correto, devem ter sentido na mente do Cavalo, lembre-se de que ele é seu parceiro de trabalho e deve ser respeitado assim, e não um escravo a fazer até mesmo coisas sem sentido, só porque você mandou”. José Luiz Jorge (RSM)
“ Se você quer ensinar algo ao seu Cavalo e ter um relacionamento com ele, você não FAZ ele aprender, você PERMITE que ele aprenda, você é o responsável para criar situações onde ele possa aprender”. Ray Hunt
“ Se você controla seus pés, você controla a mente do seu cavalo”. Ray Hunt
“ Observe, relembre, compare”. Ray Hunt
“ Existe diferença entre ser firme e áspero. Você pode ser firme, mas não seja áspero”. Ray Hunt
“ A pior coisa, dentre vários comportamentos inadequados ao cavaleiro, é agredir o Cavalo. Isso só confirmará seus medos e a certeza de que aquele treinador não merece a confiança dele, o resultado é que essa pessoa não irá liderá-lo. A resposta por medo e submissão não é duradoura e nem se sustenta diante de outras pessoas que não o aterrorizarão, como o mau treinador fazia”. José Luiz Jorge (RSM)
“ Ninguém, em nenhuma situação, tem o direito de dizer, faça isso ou …..” Monty Roberts (Violência não é a resposta)
“ Admire seu Cavalo pelas coisas boas que ele faz. Ignore as erradas. Você logo vai perceber que as boas ficam cada vez melhor e as ruins, cada vez menores” Ray Hunt
“Monte a Cavalo com o corpo todo e a mente integrada, e não apenas com mãos e pernas” Ray Hunt
“Experimente dar a direção ao Cavalo, tanto no trabalho de chão, como no trabalho montado, com seu olhar. Para onde você olhar, você dará a direção, ele capta essa integração mente-corpo com muita sutileza e suas pernas apenas ajudarão suavemente a confirmar a sua escolha”. José Luiz Jorge (RSM)
“ O Cavaleiro deve estar sempre vivo e alerta, sem estar tenso e endurecido”. Ray Hunt
“ Diga sempre ao seu Cavalo: Você vai conseguir fazer isso, prepare-o antes de solicitar, isso é muito melhor do que dizer – você tem que fazer”. Ray Hunt
“ Perceba a menor mudança, a menor tentativa do seu cavalo na direção do que você está solicitando e reforce-o positivamente”. Ray Hunt
“ São as pequenas coisas, os detalhes que fazem a diferença. Quando ocorrer qualquer coisa fora do esperado, volte mentalmente a fita e lembre do que aconteceu imediatamente antes daquele acontecimento indesejado”. Ray Hunt
“ Algumas vezes, quando termino um trabalho e o Cavalo está mais quente e suado do que o normal, gosto de ficar com ele, ajudando-o a compreender que tudo aquilo é um assunto que vamos ter de conviver, e gosto de deixar ele explorar um pouco mais o que ocorreu”. Tom Dorrance
“Existem muitas coisas que, acidentalmente, podem acontecer ao seu cavalo mas, se ele for dócil e confiar em você como amigo, ele vai permitir que você o ajude a sair daquela encrenca, em vez de perceber você como a causa daquela encrenca”. Buck Brannaman

Regras de segurança para treinar crianças em torno dos cavalos

Nas aulas de equitação, especialmente para crianças, segurança é fundamental. Cavalos, como qualquer animal, podem ser imprevisíveis. Saber agir com segurança em torno dos cavalos pode ajudar a minimizar o risco. Aqui algumas dicas baseadas na nossa vivência e em uma troca de correspondencia com Amanda Nelson (EUA) e Jenny Meyer, para uma cocheira mais segura e uma experiência mais agradável com o cavalo.
Aqui vai um conjunto abrangente de normas de segurança para a manipulação e trabalho montado com cavalos, especialmente inclinados para as crianças.
Segurança na aproximação quando desmontados (trabalho à guia e do chão)
• Aproximação e captura: sempre falar com o cavalo antes de se aproximar para alertá-lo de sua presença, andando por perto; isso evita provocar seu instinto de proteção, e reflexo de fuga. Aproximar-se do lado, para evitar seu “ponto cego” (que estão diretamente à frente e exatamente atrás dele). Tocá-lo pela primeira vez no pescoço ou no ombro, com um movimento de carinho esfregando firme mas suave. Isso equivale a um aperto de mão com uma pessoa que voce acaba de ver ou conhecer.
Tenha especial cuidado ao entrar em um pasto ou paddock contendo vários cavalos (podem inadvertidamente empurram ou pisar em você, ou até mesmo cercá-lo com curiosidade e aí antre eles pode sair um coice). Além disso, não chegue a ales com um punhado de grãos apetitosos, ou outros alimentos em um grupo de cavalos – isso apenas seduz a multidão em torno de você e pode incitar uma luta pelo melhor bocado de comida”, com você espremido no meio deles.
• Líder: Sempre use um cabresto com guia com mosquetão e peso na ponta, ligada à cabeçada do cavalo, em vez de agarrar o cabresto propriamente dito, que não dá opção se o cavalo assustar e quiser pular e se livrar. Não enrole o final da corda (guia) em torno de sua mão, pois podem apertar os dedos; em vez disso, dobre-o e para trás e segure o meio das dobras. Para evitar ser puxado e arrastado, nunca dobre uma corda (guia) ou qualquer outro cabo de corda ligada a um cavalo em torno de qualquer parte do seu corpo. Não permita que o cavalo que você está levando a tocar o nariz com um cavalo desconhecido, como isso pode levar as “estranhos” de repente a se morder ou atacar uns aos outros, principalmente se um deles for inteiro. (Isso se aplica também quando você estiver montado, como norma de segurança pessoal.)
• Amarrando:. Amarre um cavalo “no alto e não acima do seu braço,” ou seja, o “nó da gravata” dado na guia deve ser pelo menos tão alto quanto a ganaacha do cavalo, e a distância entre o nó e o cabresto deve ser não mais do que o comprimento do seu braço (até um metro). Amarre somente a um objeto seguro, sólido, usando um nó de liberação rápida, aquele que voce puxa uma ponta e ele está solto, ou uma “corrente de nós frouxos) (o instrutor da criança vai explicar como). Mantenha os dedos fora de laços, como amarrar o nó. Amarre apenas com uma cabeçada e guia, nunca com bridão e rédeas.
• Enfeitando / manipulação: Pare perto do ombro (paleta) ou avance para os quartos traseiros em vez de diretamente à frente ou diretamente por trás de um cavalo ao alisar sua cabeça ou escovar ou trançar sua crina e sua cauda. Ao andar atrás de um cavalo, ir a um metro e meio de distância, perto o suficiente mas onde um chute não teria nenhuma força real, mantendo uma mão em sua garupa quando você passar ao redor; ou suficientemente longe para o caso dele chutar o vácuo. Evitar passar sob a corda de amarração; Você pode fazer com que o cavalo puxe para trás, e nesse caso você estaria extremamente vulnerável à uma lesão indesejável se ele o fizesse. Esteja atento aos pés do cavalo enquanto você estiver trabalhando em torno dele, leia seus sinais, orelhas murchas, por exemplo, um sinal de que ele está muito incomodado. Outra coisa, deixe sempre um intervalo de pelo menos meio metro entre voce e ele enquanto escova, pois cavalos são frequentemente descuidados sobre onde pisam. Ao liberar o pé do cavalo depois de limpá-lo, certifique-se de que seu próprio pé, por exemplo, não está no lugar onde o casco volta ao chão, pois é claro, ele retorna ao solo. Quando tiver que mexer nas partes inferiores do membro, como em aplicar um curativo, nunca se ajoelhe ou sente-se no terreno. Permaneça agachado, assim você pode ir longe no caso ele se assuste com alguém ou alguma coisa. Quando você remover uma manta, desaperte as correias em ordem inversa. Isso torna impossível para o cobertor escorregar e se enrolar nas pernas traseiras do cavalo
• Para reboque/transporte: Nunca lute com um cavalo relutante para colocá-lo em um trailer ou caminhão; procure ajuda profissional e reconversão profissional, se necessário. Uma vez que um cavalo estiver no trailer, feche a porta traseira ou rampa antes de você engatar o reboque. Quando for descarregar, desatar o cavalo antes de abrir a parte traseira do reboque, assim ele não começa a ir para trás para fora e atingir o final da corda, causando-lhe pânico e tração traseira.
• Girar ele solto no redondel: Quando for trabalhar um cavalo ou pônei para exercitá-lo do chão, ou retornar com ele ao paddock, ou quando for soltá-lo em um piquete ou pastagem, sempre vire sua cabeça em direção a porta e passe por ele antes de deslizar e e soltar a cabeçada e o cabresto, para evitar seus saltos, porque quando ele prevê que vai usufruir da liberdade a tendência é sair se alongando e saltando com coices para o ar e sem querer, pode te atingir.
• Alimentos doces: Quando oferecer pedaços de cenoura ou maça dê a partir da palma da mão achatada para evitar ser acidentalmente beliscado. Melhor ainda (especialmente no caso de gananciosos cavalos ou póneis), colocar o trato num balde antes de oferecer-lhes. A melhor maneira para alimentar um cavalo deve ser em um balde, ele sentirá o prazer de comer a fruta ou a cenoura, mas ele não é um pet.

Segurança na sela
• Supervisão: Até que as habilidades estejam bem estabelecidas, a criança deve rodar sob controle. O instrutor deve estar dentro do piquete, pista ou redondel, orientar sobre equilibrio e assento, sobre foco da visão e respiração profunda, isso é especialmente importante para as crianças mais jovens. Saltos devem ser supervisionados em todos os momentos, independentemente da idade.
• Equipamento de segurança: São essenciais e incluem calçado adequado (botas – sapato fechado sem cadarço solto e perneiras) e, sempre que montado, um capacete adequadamente equipado que atenda aos padrões de segurança atuais, padrão para chapéus equestres. Use apenas capacetes com selos Inmetro. Não se deve permitir montar com bermudas ou chinelos e tenis. (os estribos devem ser projetados para liberar o pé facilmente em caso de uma queda) são aconselháveis, um colete protetor da coluna para saltos de Cross-Country.
• Aderência: Um pouco que aperta os cabelos da crina sob a sela, uma barrigueira inadequada que muito apertada pode beliscar a pele do cavalo, pode causar uma ação inexplicável de um cavalo ou pônei. Certifique-se de que a criança sempre siga as regras do seu instrutor para bridagem e uso de rédeas adequado . Com a ajuda do seu instrutor, ela também deve aprender a inspecionar regularmente seu equipamento para observar sinais de desgaste nas correias, látegos, lóros, rédeas que poderia causar rompimento numa cavalgada, salto ou exercicio
• Preparando uma nova montaria: Uma criança, cavalo ou pônei sempre deve ser avaliado para ver se ele está com excesso de energia antes da criança montar. Girá-lo num redondel ou na corda longa por uma pessoa experiente vai “tirar a barda” um cavalo fresco e torna menos provável que ele vai agir pulando quando montado. (Lembre-se, de checar os resultados de excesso de energia, falta de exercício, trabalhou pouco na semana, ou ambos.)
• Montar: A criança nunca deve montar onde há sombras, folgas nos equipamentos, ou projeções. Ela deve seguir técnica adequada (seu instrutor mostrará lhe como) e manter contato com as rédeas como ela oscila a bordo. Seu cavalo ou pônei deve estar ainda pronto para o trabalho montado e à mão, ou então ser realizado com um adulto, até que a criança esteja com segurança na sela. Não se deve largar uma criança que ainda não se apóie sobre os estribos, que não possa usar ajuda de pernas, sozinha, aqui no Rancho só montam sozinhos os que tem a partir de 9 anos.
• Atenção constante: Ficar calmo, concentrado e alerta na sela em todos os momentos é uma salvaguarda chave. A criança que ama cavalos, pode se divertir, mas ela nunca não deve tornar-se descuidada ou abusar da auto-confiança e do cavalo.
• Equitação externa ou trilhas: Não permitir que a criança monte fora da pista, piquete ou redondel até que seu instrutor considere que ela está pronta, tendo ensinado-lhe como fazer em diferentes situações e se assegura que a sua montaria é segura para trilha. A criança não deve andar fora, sozinha nunca. Aliás cavalgadas solitárias não são recomendadas nem para adultos, porque qualquer incidente ou imprevisto não terá quem promova socorro a tempo.